A Academia Extremozense de Letras tem em seu brasão, as informações históricas e culturais em seu corpo. Criada para ser a defensora da escrita no município, independente do formato criado, se um romance, um texto científico, filosófico, ficção, religião, poema ou outra variação da maneira de se escrever, sendo ela de forma física, virtual ou outra maneira que se venha a surgir no futuro, a academia é demonstrada em todas as suas vertentes na imagem apresentada.
A começar pelo escudo, percebe-se que é o mesmo usado no brasão da cidade, no formato côncavo, com a parte de cima um pouco mais arqueada, para indicar mais liberdade e menos burocracia no fazer literário.
Na parte superior do escudo temos uma parede, mas essas estão arruinadas, simbolizando as ruínas da igreja de São Miguel, destruída por vândalos e caçadores de um tesouro que nunca existiu. Outro ponto sobre as ruinas do estudo é que elas são as três letras da Academia Extremozense de Letras, ou seja, Percebe-se, nessas paredes destruídas, as letas “A”, “E” e “L”, sendo elas a junção dos tijolos das ruínas do escudo.
A parte mais visível do brasão são as cobras, simétricas, mas com diferenças, devido a lenda das duas cobras, uma boa e a má. Seus corpos tomam todo o brasão, indicando a defesa da natureza e que não se deve desprestigiar ela e os animais. Os corpos, inclusive chantam o nome da academia. Estamos protegidos pela natureza.
Ao redor do escudo temos duas plantas que foram e são símbolos da cidade, a primeira, à esquerda é o guagiru e sua fruta, que serviam de alimento para os indígenas e tem propriedades medicinais, símbolo também do primeiro nome de Extremoz, como a Aldeia de Guagiru. A outra planta é a cana de açúcar, representando o desenvolvimento econômico da cidade nos seus idos tempos coloniais. Percebe-se também que a cana está na frente do escudo, como em progresso, à frente da cidade, o guagiru está por trás do escudo, representando o passado e uma cultura que foi sobreposta pelos colonos e sua sanha de lucro.
Dentro do escudo, a partir de baixo, temos a lagoa, maior símbolo da cidade, o carro de boi, representando outra lenda a do “carro caído”, lenda das mais conhecidas da cidade, atrás do carro de boi as dunas, com areia branca, representando principalmente a praia mais conhecida, a de Genipabu, inclusive com o coqueiro icônico dessa praia, que sempre esteve lá, para todos verem. Atrás da duna percebe-se que existe o mar, com todo o seu significado para todos que desejem o ver e sobre tudo o céu e com ele o sol, a maior das energias e que pode significar o futuro de nossa cidade, inclusive com aporte tecnológico das energias solares que surgem para nosso futuro.
Na frente de tudo, temos um livro. Aberto. Demonstrando que a arte de escrever deve ser aberta, mostrada para todos. As páginas de cima, vão em direção ao céu, as do centro, como representação de asas de ave, demonstram que podemos voar com nossas palavras e a parte de baixo, definida como uma capa, a forma de uma âncora, que nos mostra como o amor que todo extremozense tem para sua cidade e que aqui fincamos nossas raízes.
Lula Borges, (Luiz Antonio Dias Borges) para a criação do brasão da Academia Extremozense de Letras
Extremoz, 03 de outubro de 2023

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